10 coisas que aprendi em Luxemburgo

Sempre senti que viajar me despertava a sensação de ser livre. Por isso, algumas viagens que faço me permito saber pouco sobre o destino para descobrir durante o tempo em que eu estiver por lá.

Claro, o básico para a sobrevivência eu sempre busco, como hospedagem e transporte. Mas deixo para me aprofundar em aspectos históricos e culturais depois. De preferência, com algum livro ou revista para ser lido durante a viagem. Acabo perdendo muito tempo por essa escolha? Talvez, mas sou adepta de Slow Trips, então…destinos que as pessoas passam geralmente menos de um dia, eu me hospedo e passo ao menos três ou quatro dias.

Foi assim com Luxemburgo. Separei aqui alguns fatos curiosos que aprendi por lá:

1) É o único Grão-ducado soberano que há no mundo

O Grão-duque é um título de nobreza superior ao duque e inferior ao príncipe. O país segue uma democracia parlamentar, liderada por uma monarquia soberana. No museu que conta a história de sua formação, há uma sala dedicada para a exposição de leis, direitos e explicações sobre a política atípica, da qual eles se orgulham.  Toda lei assegura ao cidadão um direito. Todos os direitos devem andar em linha com os valores que o país quer ter e transparecer.

A clareza de valores facilita nossas escolhas.

2) É o sétimo menor país da Europa

E uma das capitais da União Europeia (ao lado de Bruxelas e Estrasburgo).

Influência não se mensura pelo tamanho.

3) É a maior renda per-capita da Europa

E os índices de inflação são baixíssimos, assim como desemprego.

A educação faz a força.

4) É uma nação poliglota

As línguas oficiais são luxemburguês (mistura um pouco das línguas mais antigas com alemão e holandês), francês e alemão. A comunicação oficial da família real é em francês mas os jornais são em maioria impressos em alemão. Nas escolas as crianças aprendem o conteúdo em alemão durante algumas séries, em outras séries passam a ter o conteúdo em francês. Nas aulas de idioma, inglês. E agora algumas escolas já passaram a aderir ao português, já que a maior colônia de estrangeiros do país é portuguesa.

Enquanto estive lá, os luxemburgueses que identificaram minha nacionalidade por documentos, passaram a falar minha língua. Quando não eram fluentes em português, me perguntaram gentilmente em que idioma eu gostaria de conversar. Foi oferecido inglês, holandês e espanhol. Ainda assim, agradecimentos e cumprimentos foram em português.

Educação não é querer saber mais que os outros. É usar o conhecimento como ponte para  aproximação.

5) Luxemburgo é uma cidade medieval

Confesso que essa curiosidade eu já sabia, mesmo sem pesquisar muito sobre o destino. Mas já estive em outras cidades medievais e posso dizer que a geografia de Luxemburgo faz com que ela seja única. A cidade é dividida em alguns diferentes níveis (apesar da maioria das pessoas usarem apenas falar em cidade nova na parte mais alta e cidade velha na parte mais baixa), tornando as paisagens repletas de novos ângulos durante um único passeio. Prepare-se para subidas e descidas constantes. Mas se tiver preguiça, vá de elevador, o acesso é fácil e gratuito.

É bem comum também ouvir falar sobre os Casemates ( antigas muralhas, declaradas patrimônio da humanidade pela Unesco) e acredito que sim, é a melhor vista da região, para quem tem pouco tempo.

O mesmo cenário poderá sempre te surpreender, se ganhar uma nova perspectiva.

6) A família real está sempre por perto

Não importa se você está mais afastado ou perto do centro: a grande maioria das lojas em Luxemburgo colocam fotos da família real em suas vitrines. E isso inclui fotos de todos eles na sala de estar com os cachorros da família, fotos da família com alpes nevados ao fundo, uma única vitrine para a foto do Grão Duque Henrique de Luxemburgo em seu traje oficial, com o porta-retrato em cima da bandeira do país…enfim, vi até casa de cama, mesa e banho colocar um conjunto de cama que replicava a bandeira da cidade e colocava na cabeceira a foto da família real.

Ser poderoso não significa  ser benquisto. Nobreza é saber respeitar sentimentos puros e espontâneos.

7) Há pianos públicos

Sei que você vai me dizer que São Paulo também tem pianos em algumas estações de metrô. Em algumas praças de Paris também. Mas em Luxemburgo os pianos são temáticos e foram transformados em obras de arte musicais! Eles também foram espalhados por cenários da cidade que praticamente o emolduram, tornando impossível não notá-los. O primeiro que vi era em formato de girafa e foi lindo ver um senhor, com traje impecável, chegar, apoiar seu guarda-chuva e começar a tocar. Pouco tempo depois, a vendedora da loja próxima ao piano apareceu e começou a cantar, o acompanhando. Ele abriu um sorriso. Eu também.

No dia seguinte fiz uma longa caminhada pelos diferentes níveis da cidade e, ao chegar na parte mais baixa, pude ouvir o som do piano. Olhei para cima e lá estava Luxemburgo, suas muralhas medievais e seus jardins. Me senti ainda menor. Aquelas notas tornaram o momento inesquecível, então me aproximei para agradecer telepaticamente ao músico em questão. Qual não foi minha surpresa ao ver uma garotinha de, no máximo, 10 anos de idade!

A música fala esperanto. E é capaz de integrar toda uma comunidade.

8) Tem Itaú, Bradesco e Unibanco

Essa foi uma das coisas que mais me surpreendeu! Devido aos incentivos fiscais, há bancos do mundo inteiro. Alguns, com apenas dois funcionários.

Dinheiro pode trazer prosperidade quando bem aplicado. Principalmente para os próprios bancos.

9)  Um grande jardim

Todos os níveis da cidade estão repleto de jardins, parques e bosques. Pequenas hortas e plantações de ervas medicinais estão sempre presentes. As rosas, por atraírem insetos, são plantadas ao lado das parreiras, para que as uvas não sejam prejudicadas. O governo incentiva a jardinagem e promove cursos para os cidadãos.

O tempo da natureza nos ensina a paciência e nos faz valorizar o alimento posto na mesa. Com o cultivo abundante, o dinheiro deixa de ser a principal fonte de sobrevivência.

10) As crianças têm vez

Foi no caminho para o elevador público que visitei uma exposição de desenhos feitos por crianças luxemburguesas. Todos eles mostravam criações de novos produtos para a cidade. Um deles contava sobre como seria bom ter bebedouros públicos em formato de elefantes. Já outro detalhava sobre a possibilidade de usar sensores em postes e árvores para detectar quando algum lixo fosse atirado ao chão, soando um alarme e indicando a lixeira mais próxima.  Tinha também uma máquina de descascar banana, uma tubulação que levava o leite da vaca direto paras as casas e uma lente de contato com wifi. Cada desenho levava o nome do projeto, do autor e a idade.

Não subestime uma criança. Nunca. Estimule sua capacidade criativa e colha cidadãos politizados.

Street Art Lisbon

A primeira vez que estive em Lisboa, fiquei encantada com a mistura da cidade velha (com aquele clássico ar europeu que temos ideia) com uma liberdade para lá de moderninha. A valorização de movimentos espontâneos e a preservação da cultura através da arte faz com que você passeie em um dos bondes mais antigos da cidade, todo pichado.

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Os anos passaram e eu voltei outras vezes. Mas foi recentemente que a cidade me surpreendeu: ainda mais colorida e moderna, revitalizou áreas pouco valorizadas e as transformou em projetos incríveis, como no caso da Pensão Amor ( área em que funcionava uma antiga zona meretrícia, hoje é um prédio com lojas, ateliês e até um bar-café-cabaré), do Mercado da Ribeira ( o espaço reúne hoje pequenos restaurantes com a mais fina gastronomia portuguesa, incluindo chefs premiados, a um preço acessível) e do Cais de Sodré, que ganhou uma orla para reverenciarmos o Tejo a todo pôr do Sol.

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Até a antiga Rua Nova do Carvalho teve seu asfalto pintado todo pintado de rosa e hoje, não por menos, ganhou o nome da cor.

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Os projetos não param por aí: a cidade se prepara para estar totalmente revitalizada até 2020. Parte desse otimismo, depois de um longo período de crise, dá se ao turismo. Muitos desses turistas, já inclui em seu roteiro a rota da Street Art em Lisboa.

Dessa vez, eu fui um deles. Não é preciso mapas prévios, você logo verá que a cidade fala, o tempo inteiro. Fica ainda mais expressiva no boêmio bairro Alto ou na Saldanha. Ou ainda na Alfama, em especial quando há feira da Ladra.

Comprei meu livro “Street Art Lisbon” para ter referências do que estava encontrando e fiquei feliz ao saber que ele é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, através da Galeria de Arte Urbana. O Governo Português entende as expressões artísticas urbanas e as valoriza. Primeiro porque celebra sua cidade e sabe que a rua é do povo. Depois porque sabe que essa curiosidade turística é muito bem-vinda.

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A capital portuguesa, mundialmente conhecida por seus azulejos, já tem por tradição se expressar. As fachadas coloridas pela geometria tradicional já revelava características dos moradores sem precisar conhecê-los. O que há de novo? Frases escritas por cima dos azulejos. Graffitis que os imitam. Santos, antes primorosamente pintados em afrescos, hoje aparecem em uma lata de spray néon. As gerações se misturam para fazer história juntas e o resultado é único.

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Cá, a rua é do transeunte. Prova disso é o que faz o projeto #NeoFofo: se faltam pedras, há cubos de crochê coloridos para preencher o caminho.

É isso: Lisboa está a se transformar em nível físico, social e emocional. E vai ser um imenso prazer poder acompanha-la nesse processo.

Amazônia Sociedade Anônima

Trilha sonora do post:

Há um ano estive na Amazônia. Foi uma das viagens mais incríveis que já fiz.

Fiquei em um hotel de selva em que, para chegar, foi preciso jeep e canoa – depois do avião, claro. Vi o encontro das águas dos Rios Negro e Solimões (achei que seria sem graaaça esse passeio…mas não é, é lindo!). Nadei com botos-cor-de-rosa. Saí de canoa à noite, em meio à escuridão, só para observar os jacarés. Conheci a maior folha de árvore do mundo.

Também vi a maior Vitória Régia da minha vida. E, no caminho para um restaurante, paramos com a canoa em uma plataforma flutuante, pertencente a uma família ribeirinha, que passa o dia expondo seus animais de estimação aos turistas: um jacaré, uma jibóia e um bicho-preguiça.

Escrevendo isso agora, dá pra notar que eu não fazia ideia do perigo. Vou chamar isso de inocência seletiva. Eu estava debaixo de um sol de quarenta graus, segurando no colo um bicho-preguiça, entre uma jacaré e uma cobra, em cima de uma plataforma minúscula que se movimentava o tempo inteiro com o andar dos turistas, no meio do Rio Amazonas. Sobrevivi pra dizer que foi MUITO MARAVILHOSO!

Mas um dos momentos mais marcantes foi ter ido a uma tribo assistir algumas danças de rituais feitos pelos índios. No final, o Cacique me tirou para dançar. Sim, o CA-CI-QUE. E daí que ele era um senhor pelado e sem dentes? Gente, ele é o Cacique, beleza?

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Eu sei que aquilo é pra turista ver, mas mesmo assim, é difícil não ter orgulho de ser brasileiro. Também é difícil não ter vergonha do que está acontecendo aos nossos índios. Quanto conhecimento nós estamos jogando fora diariamente com a floresta e seus moradores?

Esse negócio de vida sustentável, preservação dos recursos naturais, vida em comunidade…é o futuro? Tem certeza? Porque nossos índios fazem isso há anos e nós não damos a mínima.

Os brasileiros não conhecem a Amazônia. Em todo o hotel, havia apenas mais uma família brasileira. Todos os outros chalés eram ocupados por estrangeiros. A primeira vez que me senti cosmopolita, foi lá. No meio do rio Negro.

Ali o caboclo e gente sem estudo superior completo é poliglota e viajou o mundo. Conheci uma pessoa que trabalhava como guia turístico e me contou histórias incríveis de como aprendeu francês na Guiana Francesa e alemão no Sul do Brasil. Depois disso casou-se com uma turista inglesa e morou por um tempo em Londres, onde aprendeu o inglês. De volta ao Brasil, a convivência diária com os índios, ensinou alguns novos dialetos. Ele completava a equipe de guias que incluía também um índio que falava japonês.

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Tudo bem, a Amazônia vai estragar a sua chapinha. Vai derreter a maquiagem também. Não é possível carregar uma Louis Vuitton em uma canoa. E o salto pode atrapalhar na hora de atravessar uma ponte em uma ripa fina de madeira. Tem coisas, além do preço, que impedem o turismo de menos aventureiros. Eu entendo.

Por isso acho que alguns projetos e documentários merecem ainda mais a nossa atenção. A gente não pode ignorar nossa riqueza e focar apenas em nossos problemas. Olha só que legal esse documentário da Pindorama Filmes:

  • O rio Amazonas é a maior bacia hidrográfica do mundo
  • A maior biomassa florestal do planeta
  • A maior concentração de biodiversidade da Terra
  • O território Amazônico corresponde a mais da metade do Brasil

Esse é só o primeiro de 4 episódios, mas a quantidade de documentários sobre a floresta é proporcional ao seu tamanho. Me ajudou bastante a entender melhor o que eu iria viver, antes da viagem.

Foi lá Amazônia que descobri o meu time de futebol. Digo, o time que escolhi torcer e que acompanho através de atualizações no Facebook. Com vocês, Gavião Kyikatejê Futebol Clube.

Se você está planejando ir para lá, eis algumas dicas práticas:

1) Nem adianta chamar seu Off de repelente. Compre o Exposis Extreme, repelente do exército francês. Foi ele que me fez voltar para casa sem nenhuma picada. Comprei as duas versões: um para pele e outro para tecidos, tudo em farmácia online.

2) Geralmente os passeios de hotel são bem caros e curtos. Para fazer um pacote de passeios e economizar, contrate por fora. Quem me levou foi a Amazon Backpackers.

3) Não se esqueça de tomar a vacina contra a Febre Amarela ( contra Hepatite B e Tifo também são bem-vindas) no mínimo 10 dias antes da viagem.

St. Patrick’s day 2015

St. Patrick foi o grande responsável por trazer o catolicismo para a Irlanda, país composto por maioria pertencente à religião. Ele também expulsou todas as cobras da ilha. Foi através do trevo da sorte de apenas três folhas, que ensinou a importância da Santíssima Trindade. Mas se engana quem pensa que essa é essencialmente uma festa religiosa. A Irlanda tinge o mundo de verde nesse dia, para contar a sua história.

É claro que tem Guinness, turistas de todo o mundo, música e muita bagunça. Mas tudo começa com um grande desfile, em que o país celebra outros países que influenciaram a cultura irlandesa, além da própria cultura.

Tive a honra de ir com uma família de amigos irlandeses que além de estarem super orgulhosos de poder mostrar um pouco da história para mim, souberam achar o lugar perfeito para assistirmos tudo de perto.

Antes de começar, apresentadores brincam com a platéia, fazendo perguntas sobre a história da Irlanda. Dão preferência para a resposta das crianças (não são poucas, o país tem a mais alta taxa de natalidade da Europa), que vibram quando acertam e ganham doces ou revistas de colorir como prêmio.

Em seguida, chamam três irmãos de, no máximo, 12 anos de idade, para dar uma canja tocando e dançando músicas tradicionais. A platéia aplaude em pé.

E então o desfile começa, com bandeiras das Nações que serão ali representadas.

A primeira marcha é escocesa. Há também o desfile da marcha tradicional alemã. Até o México participa. Mas, a grande maioria das fanfarras é mesmo americana. Muitos jovens participantes são netos de irlandeses.

Logo a história começa, retratando uma Irlanda pobre e sofrida, porém alegre em seu povo. Os valores também são ressaltados em placas que dizem “Do Ministério da Paz e do Amor – Descarte seus preconceitos aqui” e “Do Ministério da Paz e do Amor – boas vibrações para a alma”.

Os doces, a música, a tecnologia, o investimento na medicina e indústria farmacêutica também aparecem; seguidos por um dos carros que retrata o assunto mais presente no cotidiano de quem mora por aqui: o tempo. O rei Sol, esperado o ano todo e a pele clara sofrendo com a vermelhidão das queimaduras arrancou risadas (e no meu caso, identificação). O carrossel de nuvens e arco-íris lembra quão instável é o clima.

As florestas e a vida selvagem também são homenageadas, assim como a pureza das águas que banham o país.

Uma das atrações que mais gostei foram as bonecas gigantes que cantam ao vivo. E, logo depois, um dos últimos blocos representou a magia irlandesa com fadas e elfos dançarinos, em sua maioria crianças.

O bloco final foi composto por moradores que aproveitaram a data para incentivar os cidadãos a usarem cada vez mais suas bicicletas.

Assim como nas placas, que são todas escritas em inglês e em gaélico, a narração do desfile também considerou a língua irlandesa em alguns momentos.

Ao final, a multidão pulverizou pela cidade e eu fui garantir o meu espaço em um pub no Temple Bar.

É claro que tem muita gente que bebe bastante e para não estragar o meu dia, segui o conselho dos amigos irlandeses: saí antes de escurecer. Deu tempo de ver muitos adolescentes queimando a largada. Mas nada estraga a beleza ver crianças, jovens e senhores celebrando com orgulho a própria história e reconhecendo a influência de outras culturas, com alegria.

Deu tempo de pensar com dor no momento político em que estamos vivendo no Brasil. Deu tempo de ser grata à Irlanda por receber a todos, tão despida de preconceitos (e por me ensinar isso dançando). Deu tempo de ter esperança de que um dia a gente se receba como recebemos aos estrangeiros em nosso próprio país.

Slàinte! Cheers, folks!

Alfarrábios Secretos

Parece ficção mas não é: há um cantinho no mundo que guarda um sebo secreto. O nome pode não ser exatamente esse, talvez o conheçam por “The secret book and record store”. Também pode ser que não seja tão secreto assim e fique em uma das ruas mais movimentadas do centro-sul de Dublin (15a, Wicklow Street).

Mas isso não altera o charme de adentrar a uma pequena porta (quase perdida em meio à correria cotidiana) e ser transportado para um universo único de livros que forram as estantes. Vire à direita e verá uma linda muralha de lp’s (novos e usados) e cd’s de bandas clássicas entre outras não tão conhecidas. O som ambiente também não decepciona: de bandas folks locais à Elvis, passando por Sinatra. É bem difícil sair de lá.

Amantes de história, artes e filosofia podem perder horas pelas prateleiras, que exibem exemplares únicos, vindos de diferentes lugares da Europa (em especial Inglaterra, mas há achados russos e franceses também).

Dermott Carroll, o dono, está sempre por lá e pode ajudar na escolha de livros bem interessantes para levar para casa (ou pode apenas te confundir um pouco mais mesmo, já que ele faz questão de vender em seu pequeno espaço tudo aquilo que ele gosta de ler). Carroll também promove curtas apresentações de músicos irlandeses aos finais de semana.

Tenho tentado me disciplinar para não comprar além do meu poder de leitura (já tenho uma fila de livros esperando minha atenção), mas saí de lá com um livro sobre design celta e uma revista de arte irlandesa (dica boa: muito mais barato do que comprar nas lojinhas dos museus). Ambos por 12 euros e uma conversa simpática com o senhor do caixa que elogiou minha escolhas e ainda me deu um desconto para eu voltar, claro. 😉

Argentina lomográfica

Estava organizando fotos antigas, quando me encantei novamente pela Argentina e Uruguai. Já estive lá algumas vezes, mas essa vez em específico só fiz registros com câmeras analógicas (action sampler e fish eye) que passam o efeito de filme antigo. Gosto de olhar para essas imagens e ter uma sensação que mistura sonho com realidade.

Essa viagem eu comecei por Montevidéu, passei por Colônia del Sacramento e finalizei em Buenos Aires.

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Para quem tem preguiça de câmeras analógicas pelo alto custo com a revelação (principalmente se comparada às digitais) eu posso dizer que a recordação e a surpresa da revelação fazem valer cada centavo. ❤

obs. O título fala apenas da Argentina, que era meu objetivo inicial ao planejar a viagem. Mas Colônia del Sacramento é impossível de ignorar. Uma cidadezinha pitoresca que abraça a todos!